06 março 2011

Entendendo as mulheres nas mídias sociais

Esse infográfico ilustra a atividade das mulheres nas mídias sociais e contém informações valiosas para aqueles que pretendem entender o seu comportamento online. Elas são a maioria em boa parte dos elementos que integram as mídias sociais, como por exemplo o Facebook, o Twitter e o Ning.


Por que (não) considerar a crise política no Egito uma ‘Revolução Facebook’


A crise política no Egito deu margem a diferentes análises por parte de estudiosos e cientistas políticos. A maioria delas, citaram um elemento em comum: o uso das mídias sociais no processo revolucionário e enriqueceram ainda mais o debate sobre os impactos do ciberespaço no mundo real. Enquanto alguns denominam a queda de Mubarak como uma ‘Revolução Facebook’, outros encaram isso como um exagero e uma maneira ingênua de distorcer a realidade e minimizar a atuação dos agentes políticos envolvidos.


“’(…) não havia internet em 1917 e os russos fizeram a revolução’. Do ponto de vista objetivo, a frase é perfeita. Mas o sentido dado a ela é distorcido”(Corazza, 2011, p.01). A pluralidade de tipos de redes sociais virtuais e de formas de usá-las é facilmente observada e já começa a gerar efeitos significativos nas diversas esferas que compõem a sociedade atual, denominada sociedade da informação.

Essa nova sociedade é caracterizada principalmente pela “capacidade que seus membros (cidadãos, empresas, poder público, etc) possuem de obter e compartilhar qualquer informação instantaneamente de qualquer lugar e da maneira mais adequada” (Palhares; Rosa; Silva, 2009, p.3). Desta maneira, o acesso ampliado à informação passa a ser um fator facilitador para que transformações sociais e culturais ocorram de maneira menos morosa, provocando uma mudança acelerada de valores, atitudes e comportamentos em diversos grupos sociais.

Tais constatações começam a ser feitas a partir da explosão tecnológica dos anos 1990, que traz consigo meios de comunicação sofisticados, tais como a Internet e as novidades do ramo das telecomunicações. Trata-se das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) que se tornam cada vez mais presentes no desenvolvimento científico, econômico, social e político e potencializam uma nova era em que passa a existir “uma revolução do próprio processo de compreensão do mundo” (Palhares; Rosa; Silva, 2009, p.3).

No entanto, esse movimento está longe de ser considerado uma cultura global, seja pela resistência de alguns grupos ou pela falta de acesso às novas tecnologias, o que vem dando margem a um descompasso tecnológico entre países e a carência por políticas de inclusão digital. Em acordo com a União Internacional da Telecomunicação (UIT), enquanto 71% da população dos países desenvolvidos tem acesso a Internet, nos países em desenvolvimento essa porcentagem não ultrapassa os 21% (The World in 2010: Facts and Figures – UIT, 2010).

Porém, o que se observa é que a relação entre a quantidade de usuários e o impacto causado pelo uso das TIC’s não é totalmente proporcional. Exemplos de cunho político, como a queda do presidente Hosni Mubarak no Egito, ilustram isso de maneira reveladora. Os manifestantes egípcios em meados de janeiro de 2011 transformaram a rede social mais usada no mundo, o Facebook, num instrumento a favor de sua causa, a partir da criação de uma página onde eram postadas mensagens que conclamavam a população, sobretudo os mais jovens, para a revolução.

A página criada no Facebook trazia informações sobre quando, onde e como os manifestantes se encontrariam, alertas sobre que tipo de equipamentos usariam (máscaras de gás lacrimogêneo, por exemplo), links para informações mais detalhadas, meios de contato com voluntários, informações sobre formas de conduta, além de uma “sala de debates” que disponibilizava atualizações constantes feitas pelos próprios usuários da página, que em menos de uma hora após a sua criação já contabilizava mais de 100 mil adesões (Carranca, 2011).

As informações se replicaram rapidamente entre os internautas egípcios que, em paralelo, apoiavam e incitavam para manifestações em suas páginas pessoais. Asmaa Mahfouz, uma jovem de 25 anos, por exemplo, postou em seu perfil do Facebook, várias mensagens de apoio ao protesto na Praça Tahrir. “Eu vou para a Praça Tahrir no dia 25 de janeiro. Eu vou lutar por meus direitos e das pessoas torturadas até a morte pelas forças de segurança” (Carranca, 2011, p.1). Mensagens como essas foram difundidas entre amigos e familiares dos manifestantes o que corroborou para que o protesto na Praça Tahrir reunisse centenas de milhares de pessoas, quando o esperado era algo em torno de 20 mil simpatizantes e se transformasse em um dos símbolos das manifestações no Egito que terminaram no dia 13 de fevereiro de 2011 com a renúncia do presidente Mubarak que já completava 30 anos no poder.

Por outro lado, existemcontra-argumentos que propõem um reforço ao ceticismo em relação à atuação das redes sociais nos protestos do Egito. A maioria desses argumentos baseia-se nos fatos de que 80% da população egípcia não tem acesso à internet e de que o número de usuários egípcios do Facebook seja pouco expressivo, sendo estimado em 6,46% dos usuários mundiais (algo em torno de 5,2 milhões de pessoas, número menor do que o de seguidores do presidente norte-americano, Barack Obama, no Twitter) (Corzazza, 2011). Além, é claro, das restrições no acesso à internet promovidas pelo governo desde o início dos protestos, as limitações infoestruturais e as técnicas de manipulação da informação.

A tentativa de minimizar os efeitos da revolução ‘virtual’ no Egito talvez seja uma forma de enriquecer o debate sobre o poder das redes sociais no mundo contemporâneo, mas negligenciá-los parece ser um erro. Ainda que o acesso seja restrito, a Internet no Egito está ao alcance de uma parcela considerável da população e, além disso, o seu papel como transmissora de informação chega a ser ainda mais importante do que o seu poder de mobilização.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo em setembro de 2010, o sociólogo Manuel Castells, referência atual em estudos e pesquisa sobre a sociedade da informação e as TIC’s, defendeu a idéia de que ao levar em conta que o poder político sempre esteve baseado no controle e na manipulação da informação, a Internet pode ser considerada uma ameaça a este tipo de poder por conceder um grau de autonomia comunicativa e informacional relativamente alto ao indivíduo. Para Castells, “a Internet é a construção da autonomia da sociedade civil” (Castells, 2010), algo que os governos sempre temeram.

Por conseguinte, um modo de acabar com essa ameaça seria o bloqueio ao acesso à rede mundial de computadores e todos os seus recursos, estratégia usada pelo governo de Mubarak. Castells admite ser essa a solução mais eficiente, porém, a mais cara, cujo preço nenhum país pode pagar “porque além de livre expressão, a rede é educação, economia, negócios, é a eletricidade de nossa sociedade”. E como se não bastasse, este tipo de ação distancia povo e governo, gerando desconfiança mútua entre dois dos elementos clássicos e fundamentais do Estado.

Mas considerar a Internet como uma ameaça não quer dizer que ela possui ampla influência no comportamento dos governos. Os governos passam a levá-la em consideração ao pautar suas ações, sabem que não podem mentir e nem manipular a informação sem tomar o máximo de precaução, porém isso não pode ser ponderado como uma alteração de comportamento.

Castells, nesse sentindo, apresenta alguns exemplos interessantes como as manifestações no Irã em 2009 contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad e a deposição do ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya, dois episódios com resultados diferentes em que a Internet, sobretudo o Twitter, funcionou como um instrumento mobilizador importante. Para Castells, o fato de Zelaya ter sido deposto e de Ahmadinejad seguir no poder demonstra que o substrato principal do uso das redes sociais nas manifestações contra o status quo político são as “mudanças que se produzem na mente das pessoas, [ou seja, quando] as pessoas mudam sua forma de pensar e, portanto, de atuar. [Dessa forma,] as ideias não passam necessariamente pela mudança política, mas sim pelas mudanças que os governos têm de implementar em função da pressão da sociedade” (Castells, 2011).

Portanto, classificar o episódio do Egito como uma ‘Revolução Facebook’ é errôneo do ponto de vista que resume todos os acontecimentos como tão somente consequências do uso da Internet e de suas mídias sociais. Mas, o mesmo não acontece se consideramos o ponto de vista que coloca esse fato como um marco na inclusão deste tipo de ferramenta nos processos revolucionários. Não cabe desmerecer as formas usuais de protestos que deram início à revoluções históricas como a Revolução Russa de 1917 e a da Praça Tian’anmen em Pequim em 1989, nem esperar que posts, status ou tweetsconsigam mudar o mundo.


Sendo assim, torna-se mais comedido considerar a Internet como mais uma ferramenta capaz de contribuir com o trabalho das instituições civis e dos demais atores sociais, sem necessariamente substituí-los, em determinados processos de transformação política. Por conseguinte o que se deve esperar são episódios em que essa ferramenta possua uma performance que extrapole os limites virtuais da própria rede intercalados por episódios em que essa transposição não se faça verdade, como aconteceu no Irã em 2009.

Fonte: Escave as mídias sociais

Facebook libera novo sistema de comentários

Todos os boatos sobre o novo sistema de comentários do Facebook foram concretizados, como anunciou o site TechCrunch. O plugin chega para concorrer com ferramentas como Intense debate, Halo scan, Disqus e Js-kit. Esses sistemas permitem a integração total com o twitter, FriendFeed, Digg, Reddit, Blogger, Facebook, WordPress, Youtube, Vimeo, Flickr e outros serviços. O leitor do blog pode postar comentários por meio de sua conta nesses serviços (twitter, facebook, etc.) e automaticamente enviar a mensagem para redes sociais. Os comentários são exibidos em tempo real, sem precisar a atualização de página. Esses sistemas também capturam todas as reações, todo o eco aos posts nessas redes e exibem no blog, logo abaixo do post, substituindo o sistema nativo de comentários.

O diferencial do sistema apresentado pelo Facebook é que o usuário posta os comentários de modo direto se já estiver logado no Facebook, não é preciso clicar em opções de autenticação ou preencher formulários. Todos os comentários são deixados com o perfil da rede social, o que dificulta a vida de trolls e spammers. E o mais importante, deixando a caixa “postar no Facebook” marcada (opção padrão), todos os comentários que o usuário fizer em blogs e sites serão postados em seu mural e aparecerão no feed de notícias.

A ferramenta é muito promissora, mas se o Facebook não conseguir incorporar outros serviços de autenticação como o Open ID, Twitter e Google, o sistema pode enfrentar alguma resistência por parte dos editores.

22 fevereiro 2011

S1 Phone Land Rover - Incrivelmente resistente

Gostei muito dos anúncios criados pela Y&R para o S1 Phone da Land Rover com o mote "incrivelmente resistente", uma idéia simples e executada de uma forma incrível (eu adoro esse tipo de montagem). O conceito ficou explícito de uma forma gostosa e divertida.


Agência: Y & R Lima RKCR / Y & R de Londres
Diretor de Criação Global: Graham Lang
Diretor Executivo de Criação Regional: Guillermo Vega
Diretor Executivo de Criação: Flavio Pantigoso
Chefe de Arte: Christian Sánchez
Redator: Daniel de León
Direção de Arte: Christian Sánchez, Mirko Cuculiza
Retoques: Salamanca
Diretor da Conta: Euston Glynn

30 julho 2010

Carlton Natural | Homens usem seus instintos!

A nova campanha da Carlton & United Breweries, empresa australiana de bebidas para promover sua mais nova cerveja, a Carlton Natural, é fantástica!

Com criação da Clemenger BBDO Melbourne, os dois filmes produzidos para o lançamento, querem passar uma ideia bem simples, de que nós homens podaríamos usar muito mais os nossos instintos naturais para nos safarmos de alguns situações um tanto quanto inconvenientes. Que homem não gostaria de estar batendo papo, falando de futebol e bebendo uma cerveja com os amigos aos invés de estar com a namorada e as amigas dela, falando sobre coisas de mulher?


Afinal, se uma tartaruga consegue se esconder dentro de seu próprio casco ou um lagarto consegue desprender o seu próprio rabo, por que o homem não conseguiria?

Confira essa campanha que ficou simplesmente hilária, e vale muito o play!!!!!!





Fonte: Vitamina Publicitária

03 julho 2010

Red Bull - Pit Stop em Londres

Os londrinos que madrugam puderam observar na manhã de ontem o piloto de F1 Mark Webber pela Red Bull fazerem um pit stop no fundo do Big Ben. O piloto - apesar de seu recente acidente - garantiu o show, que ele próprio descreveu como "oportunidade única na vida".


Muito perto do que tinha sido feito pela marca em Times Square ano passado, a façanha foi realizada quando o Big Ben bateu 06:00 para a Red Bull dar a luz a um vídeo mais elaborado.



01 julho 2010

As redes sociais mais populares do Brasil.

Na edição n° 628, a Revista Época publicou um infográfico com informações interessantes sobre as principais redes sociais (mídias sociais) que fazem sucesso no Brasil, mostrando quais estão consolidadas, em ascensão, estagnadas e decadentes.

Social Media BR - Consumo Colaborativo

As alterações na forma de consumo se tornam mais evidentes à medida que a comunicação entre os consumidores se torna mais possível e aberta.

No último século, a era do hiper consumo, vivemos o desenfreado. Comprar, gastar e ter eram palavras que nos motivavam. Isso acabou nos colocando em um ponto mais reflexivo da história, onde pela primeira vez o homem para e analisa o efeito de suas ações.

Tais preocupações são muito mais disseminadas hoje em dia, mas não apenas por ter a preocupação mais presente, afinal possivelmente esta sempre esteve entre a gente. O fato é que agora a troca de ideias é ainda mais fácil, e assim o novo século desponta com novas possibilidades de consumo, hoje apenas possível por conta do diálogo mais abrangente.

A mudança de foco é simples: os bens de consumo deixam de ser apenas o físico e passam a ser seus serviços. Em exemplo simples: você não paga mais para ter um carro e sim para ter um meio de transporte.

Colocando as pessoas a frente do consumo, podemos enxergar que as redes sociais passam a ter papel importante para difundir as necessidades em comum de cada um. O comportamento muda pois a web potencializa o relacionamento entre as pessoas. A internet mobiliza os afins.

As mudanças na maneira de consumo, após a mobilização gerada pela internet, alteraram diversas áreas como turismo, financiamento e comércio, entre outras. O mais evidente fica por conta do aluguel e da compra de bens.

Para ajudar a mudar o ambiente destas áreas, temos as marcas impulsionando as maneiras de se fazer negócios. O \'Tudo é meu\' passa a ser \'Tudo é nosso\'. O consumo Colaborativo gera então três esferas: Produto enquanto serviço, redistribuição e lifestyle.

Na esfera do ‘Produto enquanto Serviço’ temos o objeto deixando a sua forma física e passando a ser explorado por sua utilidade. Por que comprar um cortador de grama enquanto você pode obter um emprestado ou alugado em determinadas redes sociais virtuais?

Um ótimo exemplo é o do uso de um carro. Estima-se que o custo de uso de um carro para um proprietário comum seja de R$ 55,00 por hora, considerando o uso médio do veículo sendo de 1h30 por dia, chegando ao total de 550h por ano e o valor do veículo de R$ 30.000 por veículo. Não foram considerados impostos, combustíveis e manutenção.

O valor é excessivamente alto e algumas empresas da área de car sharing com melhor relação de custo benefício já vêm apresentando ao mundo movimentações financeiras interessantes justamente por isso. Estima-se que este mercado gere R$ 15 bi por ano.

Seguindo este exemplo está o mercado de aluguel de bicicletas, o que mais cresce entre todos os meios de transporte do mundo. E há ainda outros exemplos, como do Zilok, que aluga de carrinhos de bebê até mesmo a de caçambas de entulho.

Na esfera da Redistribuição vimos que o que é inútil para você passa a ser útil para outras pessoas, o que aumenta a sobrevida de objetos e torna a experiência de consumo cada vez mais ecológica e rentável. Ebay, CraigList e Freecycle são alguns dos espaços virtuais de relacionamento especializados nesta área.

Há também o Book Mooch, especializado em livros, cruzando informações entre quem tem livros para emprestar e quem quer ler tais livros. Há ainda o mais abrangente, o Share Some Sugar, que redistribui de tudo.

Na terceira esfera, a do Lifestyle, não se discute a troca ou comercialização de produtos e sim de habilidades, tempo útil e até mesmo espaços. Sabe tudo sobre culinária indiana? Que tal ensinar alguém que manja tudo de wordpress, assim ela cria o seu site de receitas, completando a troca de favores?

Duas redes sociais que se destacam neste aspecto são a comunidade virtual CouchSurfing e a AirBnb. A primeira possui 5 milhões de usuários e possui 99% de aprovação por parte deles.

Nela os internautas se cadastram oferecendo um sofá, ou mesmo um quarto, para hóspedes de outros países interessados em fazer turismo mais acessível. O segundo já serve para quem prefere fazer algum dinheiro e alugar espaço em sua casa para o tal turista.

Em ambos os sites, todos os usuários saem ganhando, afinal quem oferece o espaço tem um retorno financeiro e quem o aluga tem uma experiência mais próxima à da realidade do país em que visita, afinal está vivendo com um local.

Outro relacionado a espaço é o LandShare, grande sucesso na Inglaterra. Ele serve para mostrar jardins ociosos do Reuno Unido, ou oferece ajuda de jardinagem a quem estiver interessado em cultivar o seu. São US$ 5,8 bi e 50 mil pessoas conectadas a ela.

Já o site Brooklyn Skill Share une pessoas que podem ensinar com quem quer aprender. E há até mesmo site de empréstimo de dinheiro, com taxas muito mais interessantes do que as apresentadas por Bancos. O melhor exemplo neste caso é o Zopa, dos Estados Unidos, que apresentou crescimento mesmo em épocas de crise financeira.

São saídas como estas que prometem melhorar a relação de consumo ou mesmo apresentar novas possibilidades a microempreendedores e microfinancistas, ajudando a resolver boa parte dos problemas pra todos os conectados, de forma ecológica e mais humana.

Para isto basta estar aberto à mudança de comportamento atrelada à tecnologia. E ser conectado, claro.

Fonte: TV Cultura

Social Media BR - Mídias Tradicionais em Transformação

Pode até ser redundante dizer que as mídias tradicionais, como os grandes canais de TV, estações de rádio e jornais, estão em trasnformação. Uma vez que esta informação está bem espalhada, não só pelos próprios meios de comunicação, mas pela própria experiência do usuário de internet, no caso você.

Mas este é um fenômeno gerado pelas novas mídias que ainda não é compreendido de maneira geral pelo usuário mais comum, e mesmo por quem produz conteúdo nestas mídias tradicionais. Mais considerável ainda são algumas perguntas trazidas pela noção desta transformação.

Como uma mídia de comunicação pode entrar nesta nova onda de web 2.0 e fornecer valor ao conteúdo que gera dentro das midias sociais? Em que sites é necessário estar presente? Como se comportar lá dentro?

A respostas nem são tão difíceis, uma vez que experiências pessoais dentro da web 2.0 já nos traz um parecer. O problema é que entrar ou não para estas novas plataformas já apresenta em si um risco. Há ligeiras (e importantes) diferences entre ser você e uma grande empresa, dentro das tais redes. O #Fail da internet toma proporções gigantescas em curto espaço de tempo e isso pode ser perigoso às grandes corporações e marcas.

Por isso as experiências de quem já deu certo são tão relevantes. Durante sua participação pelo Social Media BR, Erica Swallow, norte americana responsável pelo site mashable.com, contou o que tem visto de interessante nos sites norte americanos, proporcionando assim uma fonte interessante para os brasileiros que querem se infiltrar nestas nova áreas, que já nem são tão novas assim.

O posicionamento dentro de redes sociais sempre depende do serviço oferecido pelos sites e do seu objetivo dentro da web. Por exemplo, se sua marca ou companhia não trabalha com geração de vídeos e não tem intuito de ter uma equipe para tanto, por que abrir um perfil no you tube?

Como você bem deve saber existem diversas redes de relacionamento, cada uma tendo um foco principal. Flickr para fotos, You Tube, Vimeo e Daily Motion para vídeos, Twitter para textos rápidos e comunicação mais instantânea, Four Square para geolocalização, Form Spring para interação entre usuários etc.

Estas são algumas das principais. Mas em que elas são ou podem ser úteis para o seu plano? Por mais insatisfatória que seja a resposta, ela acaba sendo ‘depende’. Resta pesquisar qual site se presta como ferramenta a seus intuitos ou qual site pode ter seu serviço adaptado ao que você está acostumado a oferecer.

Tem um site de crítica a restaurantes? Que tal uma conta no Four Square onde você dá um teaser rápido aos seus seguidores dizendo onde está e o que está achando, para depois completar com a opinião em seu site? Seu público vai ficar esperando!

É desta maneira que você chega a um ponto importante de interação com o consumidor da sua informação: o engajamento. Há uma frequência de consumo por parte de quem acompanha seu trabalho. Qual é esta frequência? É necessário descobrí-la para alimentar os seus e estabelecer o seu perfil de gerador de informação. E isso, sinto muito mas não há fórmula, é com você.

Talvez você se pergunte como a ‘frequência’ pode engajar o seu público, certo? De maneira simples: satisfazendo-o quando ele acha necessário. Isto também pode ser feito através de timing, distribuindo o imediato. Por que guardar para depois o que se pode entregar agora? Mas será que agora é a hora certa para distribuir? Viu, tudo é uma questão de frequência. E é você quem sente o que seu público quer.

Outro engajamento se dá com a distribuição não apenas da informação gerada por você. Seu público está envolvido contigo em redes sociais, na grande maioria das vezes, pelo conteúdo que você distribui, e não pela marca que você representa. Se o que ele consome é conteúdo, por que não assumir que outros geradores de conteúdo têm produtos tão interessantes quanto os seus.

O twitter e o facebook são ferramentas que ajudam neste sentido. Através deles você pode distribuir links com conteúdos de outros, tornando-se uma referência. Pense que desta maneira você acaba sendo mais completo.

Mas o mais competente nas questões de engajamento é interagir. Faça perguntas e responda quando for necessário. Não fuja desta relação. E seja sempre educado, inclusive com que não lhe tratar desta maneira.

A performance das Mídias Tradicionais também mudou em relação a promoção de seu conteúdo. Há diversos widgets na web que podem fazer isso e, assim como as redes sociais, eles precisam ser escolhidos de acordo com as suas necessidades.

O que são widgets? São ferramentas virtuais relacionadas a sites que oferecem serviços. Exemplo, você tem uma página no facebook, que tal mostrar em seu site o rostinho de quem te segue por lá? Há widgets que fazem isso. São códigos na maioria das vezes oferecidos pelos próprios prestadores de serviço, como neste caso o Facebook. Geralmente são gratuitos e o procedimento não poderia ser mais simples: copiar e colar.

Porém esses widgets têm seu lado ruim. Eles podem deixar você mais preguiçoso, fazendo com que apenas replique conteúdo. Evite o eletrônico ou espelhado. Replicar no facebook o que você apresenta no twitter não acrescenta nada e ainda pode deixar algumas pessoas irritadas, afinal algumas estarão contigo nestas duas mídias.

Porém tornar os processos automatizados também não é pura vilania ou preguiça cibernética. Quanto mais fácil for para o seu consumidor distribuir a sua informação, melhor.

Pense por exemplo num site que apresenta em sua barra lateral algumas twittadas que as pessoas andam dando sobre ele. Não seria ainda mais eficiente se aquela barra oferecesse a opção do leitor dar RT no que lê ali?

São idéias como esta que geram um fluxo ainda maior de informação sobre você na web. Isso é dar a si oportunidades de aumentar sua relevância.

Neste aspecto o uso de widgets pode ser ainda mais interessante, mas tudo deve ser colocado na balança.

Há que se tomar cuidado com a quantidade deles, afinal você não vai querer perder a sua identidade para uma porção de identidades menores, certo? E pense assim: redes sociais vêm e vão, o seu espaço deve estar pronto para recebê-los e deixá-los ir.

Enquanto a hora de ir não chega, que tal mostrar quem curtiu sua página oficial no facebook em sua barra lateral? Mais pessoas podem te \'curtir\' ao ver que outras também curtiram.

E isso evidencia um fato importante, afinal muito mais do que as redes sociais mudarem as mídias tradicionais, o que temos na verdade são as pessoas mais unidas modificando a forma de distribuição da comunicação.

Neste aspecto somos todos iguais, portanto servimos como ótimos termômetros do que podemos e do que queremos consumir. Você ou sua marca está em acordo com estas possibilidades?


Fonte: TV Cultura



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Social Media BR - Destrinchando casos de mídias sociais

Marketing e internet se misturam de maneira que se torna até difícil saber quando o que se vê na web é um experimento livre de qualquer investimento ou apoio publicitário. Os dois parecem andar muito bem juntos. Praticamente um exemplo da lei de afinidade.

Há nas redes sociais uma possibilidade de lisergia, de piração mesmo, e isso pode ser individual e ao mesmo tempo coletivo. Nestes eventos onde a experiência aguça praticamente todos os sentidos e emoções, esta área da ciência do comportamento de consumo viu possibilidades nunca antes oferecidas por meios de comunicação.

Se publicidade e marketing dependem de envolvimento emocional, hoje a internet é uma das mídias mais capazes de oferecer isso. Estar presente ali se torna acima do necessário, é questão de sobrevivência.

Fica fácil perceber porque há tanto investimento de marketing nas redes sociais virtuais, sem esquecer o fato de que ali uma campanha se torna muito mais barata.

E foi mais ou menos sobre isso que Bruno Tozini, da DM9DDB, conversou com quem esteve presente no Social Media para ver sua palestra no dia 24 de junho de 2010, onde alguns cases de mídias sociais foram destrinchados.

A internet possibilita esta livre interação de indivíduos sem qualquer censura senão a de si mesmos, além de proporcionar também ferramentas que podem ser adaptadas às mais diferentes realidades das pessoas. Há um propósito para um site? Então digo que você pode adaptar este propósito para o seu objetivo!

Há alguns anos você imaginaria a possibilidade de fazer de sua viagem um reality show com transmissão para seus amigos e parentes? Hoje o hábito é mais frequente do que se imagina, tendo até mesmo um nome: Trip Streaming.

É um exemplo de apropriação de redes para objetivos próprios. Redes fenômenos como twitter, facebook, foursquare e outras possibilitam a transmissão em tempo real de informações sobre o seu paradeiro no mundo. Por que então não cobrir a sua viagem, estar longe de seus amigos mas ao mesmo tempo com eles? Foi o caso do twitteiro responsável pela conta @babaresponde.

A ideia do viajante foi bem simples: ir até um festival religioso na Índia onde líderes espirituais se reúnem e fazer a cobertura de tudo isso através de redes sociais, possibilitado a interferência de quem seguia o passo a passo da viagem através dos tais sites de relacionamento, fazendo por ali perguntas que teriam suas respostas não apenas apresentadas em textos, mas em mídias mais completas, como vídeo.

Mas não é apenas a troca de cultura que se torna mais abrangente com a abertura das redes sociais. Há ainda a possibilidade de se expor marcas e fazer dinheiro através do bom relacionamento com seu cliente. É aí que as marcas entram e passam a fazer parte deste reality show oferecido pelas mídias sociais e, é claro, pelas próprias marcas que passam a fazer parte delas.

O resultado de tudo isso em uma campanha? Mais um exemplo de que o On e o Off do marketing estão mais enterrados do que ICQ e Fotolog...

Óbvio que algumas marcas ainda têm suas reticências em participar das redes sociais virtuais. Há um frenesi de interatividade com as marcas e isso torna o mercado fervente neste sentido. Mas há que se ter em mente que para dar certo é necessário ter um objetivo consolidado e um motivo para estar ali.

Não é como se todas as marcas que não entrassem no facebook ou no twitter fossem morrer do dia para a noite. Bom, pelo menos não até agora. Ainda há tempo para se preparar para tudo isso.


Fonte: TV Cultura
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